e se o nada é
i n c e r t o
e o correto me
c a n s a
eu vou é fechar os
o l h o s
e
d a n ç a r
Tertúli-
a
concertinamuda.
sem som. sem sopro. e sem corpo.
sábado, 2 de junho de 2012
quinta-feira, 31 de maio de 2012
Sem interrogações
e de vez em quando me pergunto
de vez em quando o eu indago
por que tanto tempo corrido
de onde tiro o último trago
e como se pode gritar o silêncio
com o eco do lado enamorado
que se desamarra e aquece
se desdobra
e me esmago
e ninguém responde
como se o ar soprasse o alento
e de quando em quando
o calor apago
a ponta de cigarro entre os dedos
e o querer o calar o ir e o desesperado
uma estrela falsa e decadente
que satisfaz o primeiro desejo
sem querer
sem calar
sem ir em frente
me desesperando
e andando
contundente
de vez em quando o eu indago
por que tanto tempo corrido
de onde tiro o último trago
e como se pode gritar o silêncio
com o eco do lado enamorado
que se desamarra e aquece
se desdobra
e me esmago
e ninguém responde
como se o ar soprasse o alento
e de quando em quando
o calor apago
a ponta de cigarro entre os dedos
e o querer o calar o ir e o desesperado
uma estrela falsa e decadente
que satisfaz o primeiro desejo
sem querer
sem calar
sem ir em frente
me desesperando
e andando
contundente
sexta-feira, 18 de maio de 2012
Outra merda
can't sleep
can dream
can't put a ring on your finger
can you put a smile on our face?
can you leave from the yard
and take me to the grave?
what's going on
and what happened?
I cannot feel the sound
I'm just broke in reverse
now everything scream so loud
tell me how to dance
tell us how to sleep
come on, take to the breakdown
let's fall in love and kiss
can dream
can't put a ring on your finger
can you put a smile on our face?
can you leave from the yard
and take me to the grave?
what's going on
and what happened?
I cannot feel the sound
I'm just broke in reverse
now everything scream so loud
tell me how to dance
tell us how to sleep
come on, take to the breakdown
let's fall in love and kiss
quinta-feira, 17 de maio de 2012
A merda
houve um tempo
em que o cigarro não gritava
meu café me abraçava
e o pôr-do-sol satisfazia
foram aqueles dias
de alma não enamorada
de escolhas velhas
e mal passadas
que se podia evitar
os momentos incertos
de andar na rua sem chinelo
e sorrir sem saber o porquê
de ficar de vez em quando
de não beijar todo dia
a sensação de abandono
e ter colo de mãe
agora tudo ficou difuso
minha vontade nem sei mais
é só ao outro o oportuno
e desdobro o pensamento
castigo o meu estar e o incenso
dos dias de pais
de onde fugi
o fantasma não canta mais
golias não canta mais
ninguém canta mais a mim
mas eu canto por todo mundo
acendo cigarro
encontro a vela do mundo
e o todo
esse mundo todo se triplica
e fico na janela com o cigarro gritando
o café faltando
e o pôr-do-sol atrás das minhas
costas.
em que o cigarro não gritava
meu café me abraçava
e o pôr-do-sol satisfazia
foram aqueles dias
de alma não enamorada
de escolhas velhas
e mal passadas
que se podia evitar
os momentos incertos
de andar na rua sem chinelo
e sorrir sem saber o porquê
de ficar de vez em quando
de não beijar todo dia
a sensação de abandono
e ter colo de mãe
agora tudo ficou difuso
minha vontade nem sei mais
é só ao outro o oportuno
e desdobro o pensamento
castigo o meu estar e o incenso
dos dias de pais
de onde fugi
o fantasma não canta mais
golias não canta mais
ninguém canta mais a mim
mas eu canto por todo mundo
acendo cigarro
encontro a vela do mundo
e o todo
esse mundo todo se triplica
e fico na janela com o cigarro gritando
o café faltando
e o pôr-do-sol atrás das minhas
costas.
terça-feira, 8 de maio de 2012
Eu queria poder dizer muitas coisas olhando nos teus olhos mas a verdade é que não sei fazer nada além de escrever e sei que você não fará nada além de olhar, ler, não pensar, e esquecer então é o fim mesmo.
acostumado
a ficar
todo hora
todo dia
angustiando e distante
te olhando
calado em
demência constante
fingindo
te ignorar
só pra que
deseje a mim
ao teu
lado.
a ficar
todo hora
todo dia
angustiando e distante
te olhando
calado em
demência constante
fingindo
te ignorar
só pra que
deseje a mim
ao teu
lado.
Já aconteceu
e se um dia eu cansasse
de dizer que te amo
ia me odiar com tanta verdade
que o faria pensar o contrário
para que me desprezasse
e me deixasse no abandono
e se um dia eu desejasse
voltar a andar contigo
poder tocar de novo os teus cabelos
segurar tua mão,
como naquela noite,
ao menor sinal de perigo;
se um dia me visse novamente como amigo,
que seria de mim ou dos nós em nós?
se eu parasse de falar contigo calado,
e me rendesse a tentação
de submeter-me a essa utopia
e me pôr, por fim, ilusório
que é que seria?
o que vai acontecer às minhas mãos cortadas,
essa sensação recalcada,
de ódio que não nasce
e faz crescer o amar?
porque chega hora que não basta fingir que odeio
por saber, que no fundo e na superfície,
nem isso sente por mim,
e é nessa hora que sou Sol em busca de tu, Lua,
triste e apagado.
Quanto tempo vai levar,
até eu morrer,
e ser condenado a viver às prisões de minhas próprias ilusões -
ser teu amado?
de dizer que te amo
ia me odiar com tanta verdade
que o faria pensar o contrário
para que me desprezasse
e me deixasse no abandono
e se um dia eu desejasse
voltar a andar contigo
poder tocar de novo os teus cabelos
segurar tua mão,
como naquela noite,
ao menor sinal de perigo;
se um dia me visse novamente como amigo,
que seria de mim ou dos nós em nós?
se eu parasse de falar contigo calado,
e me rendesse a tentação
de submeter-me a essa utopia
e me pôr, por fim, ilusório
que é que seria?
o que vai acontecer às minhas mãos cortadas,
essa sensação recalcada,
de ódio que não nasce
e faz crescer o amar?
porque chega hora que não basta fingir que odeio
por saber, que no fundo e na superfície,
nem isso sente por mim,
e é nessa hora que sou Sol em busca de tu, Lua,
triste e apagado.
Quanto tempo vai levar,
até eu morrer,
e ser condenado a viver às prisões de minhas próprias ilusões -
ser teu amado?
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