quinta-feira, 10 de maio de 2007

A escuridão de meus Olhos.

“Eu vislumbrei durante horas
Um poder oculto

No meio da escuridão dos teus olhos”.

Ele me disse e se foi
Passeando por aqueles vales indefesos
Como se pudesse me levar
Mesmo me deixando aqui.


“E de onde vem esse poder
que te açula
e me cega?"


Eu perguntava
Sem nunca ter uma resposta
E aos prantos
Caia aos seus pés.


“Ele vem de teu maior medo,
escondido na verdade que conheces.
Ele vem de uma fonte luminosa
Que em teu coração cresce”.


Sorria ele olhando para trás
E com seus olhos castanhos mostrou-me
Quem era.


“Voltarei a te encontrar?
Será a tua volta o anseio eterno
Destinado a me assombrar?
Será o vento que me toca que vai te buscar?”


Eu chorei e disse…


“O que procuras estará sempre aqui.
olhe ao teu lado ele aí está.
A questão é se tu irás
A angustia superar”.


Ele me disse e sorriu...


“Revela-me a fonte que em mim jorra.
Deixa-me saber o que em mim brota”.


Eu disse com uma lagrima…


“Ora, não sabes?
Ela é o amor que te cingi
E a tinta que tingi

A alma a tornando uma esfinge”.


Ele me falou…


“E o que devo fazer
disso que sou?”


Eu gritei cheio de horror…


“Fazer? Não podes nada! Isso já te domou!”


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