sábado, 25 de agosto de 2007

Se, e apenas SE....

Se realmente existir

O dia em que te trarei ao meu mundo

Como se fosse parte importante em um quebra-cabeça

Formado por peças negras

Então seremos livres

E você minha única moradia

Nos dias embalados pelo vento

E nas noites calorosas banhadas de chuva…

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Verdades ilícitas.

Eu descobri o Amor na figura mais afastada.

E nadei com esse amor metafísico pelos

Mais eloqüentes devaneios

E ainda hoje me sinto adormecido…


Quando o via me derramava em silêncio

Juntos aos seus pés hipnóticos…

escuso dos olhares mais perspicazes.


Ao percorrer com olhar

Suas formas tão divinas

E ao tocar com a mente cada canto de seu corpo amável

Flutuava em minha mais cobiçada utopia.


Em sua presença eu era o contraste do perdido…

Com sua ausência eu era uma verdade escondida…


Com seu toque involuntário eu era infinitamente feliz.

Com seu toque involuntário sentia-me eternamente solitário…

Perdia-me justamente onde me encontrava…

Aqui Jaz ele... nada mais.

Chova e caiam, sobre mim

Oh, noite estrelada e dia de Sol

Me façam deitar sobre a grama

E me deixem um epitáfio:


Aqui Jaz ele... nada mais.


Venham, venham;

Bebam meu sangue

Enquanto ainda o tenho


Venham aqui, e aproveitem

A minha Luz está se apagando

Mas eu ainda respiro

O tempo, está contra tudo em mim

E eu penso que sim, eu estou mal, mas...

É tão bom ser isso... ah, sim.


Você diz: ele está caído

E eu: não vejo nenhuma chance pra um recomeço

Estou gritando,

No escuro infinito

Me puxem do mal

— é tão Frio.


Você podia ver,

Enquanto Eu podia sentir,

Tudo ao nosso redor

Nesse sonho cheio de pesadelo.

Esteja aqui, e fique assim!


Que venham os anjos

Oh, eles sim!

Venham todos para dentro da lona,

Venham todos me assistir...

Estou farto de segredos.


Estou tão só,

Quanto a Lua na noite...

Quem é você?

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

domingo, 5 de agosto de 2007

Tato

Os dedos deslizavam
Por entre teus negros cabelos
E sentiam a doçura de tua superfície

Eu me aventurei pelos arredores,
E tua audição toquei
(Suave e delicada)

Estava quente,
E meu tato se alegrou

Meus olhos se fecharam
E, sobre minha pernas, tu se moveu
Se levantou e me fitou

Minhas mãos escaparam
E tua cabeça fugiu
Mas não foi longe,
Eu não deixei

Sentia tua audição
E deslizei minha mão

(Teus olhos castanhos me fitavam)

Tua pele suave,
Clara e cuidada...
Teus olhos castanhos que
Me assombrava

Se aproximaram...
Me devoraram...
Eu senti...

Foi bem assim:

Caminhos

Mas eu tenho que escolher só um deles?

Sim,
Veja bem:
Aquele é um lugar de Loucos
Mas é onde se encontra terrível felicidade

E aquele?

Ah, sim
É onde vivem os deprimidos e oprimidos
Mas ali eles estão em felicidade

Como?

Veja bem:
Felicidade à sua forma
Se cria em qualquer lugar,
Até na opressão

Ah, sim
Se eu for naquele ali
O que encontro?

Ah, ali vivem os felizes amantes
Eles sempre amam
Mas nunca estão contentes…

Por que?

Eles não são amados,
Mas vivem felizes por seu amor saber amar…

Não entendo…

Então siga por ele!

Não gosto dele…

Mas ele te ama!

Mas eu não o anseio.

Ora, seu tolo
Quem disse que o homem pode escolher o que amar?

Não entendo…

Pare, filho!

O quê?

Não entenda: sinta!


[((( esse é pra nós dois )))]

[(( There's gold in them hills ))]

=)

Canto da Noite Escura

Na noite escura,
De joelhos sobre chão de estrelas
Sorrir e chorar
Correr e parar


Será?


Há de ser,
Enquanto durar
Como canto de alma
E fogo de Fênix


Oh, mãe, minha Rosa morreu
Meu Lírio se esvai…
E o meu amor não me quer


Sorri, filho
Ainda é noite de estrelas
E a Lua não se mostra chorar
Pense nos sonhos...


Oh, mãe, minha Rosa se dissipa
Meu Lírio já se foi
E o meu amor não me quer


Sorri, filho
Ainda é noite de estrelas
E a Lua se põe a dançar
Pense nos sonhos…


Mãe, me toma em teus braços
Me esconde em teus abraços


Sim, filho.
Vem.