segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Mariposas

Mundos pulsam em sua cabeça

Vestígios de um louco qualquer

Nadando contra o todo ser…


Os olhos grandes o devoravam

Os pequenos o espreitavam

Sombras de uma insônia sem cor


O mundo que ele quer

Cabe em uma colher

Mas o sentimento não há…


O desejo que sonhou

O sonho que afundou

Já não importa mais


A verdade que buscou

À mentira se misturou

Em uma gota de solidão


Sabe se a verdade sempre vence hein?

Ou o medo vai mais alem?

Dinossauros também já existiram,

E não sumiram com o disparo de um tiro


Tinha que fazer algo verde,

Pra saber o que seria dele

Mas ele era só limão.


Nesse caso...


Tente o melhor que tiver

Beba o sangue que ele contém

O mundo está prestes a desabar

Como as mariposas que estão loucas

Pra te assombrar.


Divirta-se







N.A: Feito em um momentos meio hã?. Os dois abaixo tambem.

Perda

E o sonho eu vi

Fugir dele Sem sorrir

Uma estrondosa explosão

Qualquer um pode ouvir


Subiu aos céus,

Tão rápido

Sentiu-se no fim


Ele não estava ali

O verso era impertinente

Nada a pedir

Um sonho consoante


Quando ele voar

Verá então

Que a verdade que perdeu

Esteve sempre ali


Um moinho

Cata-vento de tempos em si.


O porvir

O sentir…


O Som que se acumula

Em sua mente…

O faz pensar

Em tudo que…


Fuja daqui

Enquanto o mundo adormece

Vá por ali

Quero ficar assim… aqui… em mim… olhando…

Para[nóia]

E o som?
Por que não consigo ouvir?
O que há de errado aqui?
Quero saber agora.
Diga já!


Pedi RGB
Por que ta tão cinza assim?
Isso faz me sentir ruim
Corrija agora
Vá!


Minha perfeição inexata
Uma força que desgasta
Insight constante
Uma dor latejante
Eu quero sempre mais e mais.
Entendeu?
Nunca é o bastante!
Sem essa de ser tolerante


Corrija-me agora.

Penso, logo sinto.

Ai, o tormento se foi.

E sim, posso sentir o vento nos embalando.


Pudera eu, me prender a esse sonho

E deitado em teu peito

Navegar o teu eu - oceano

Por milhares de dias, horas e sonos.


Recosta tua cabeça em meu ombro

Desliza tuas mãos sobre as minhas

E me faz cantar


Não existe nada mais belo que o castanho de teu olhar


Sinto tua boca, com um simples fechar de olhos

Enlouqueço-me com teus beijos, com o simples desejo de amar.


São as ondas do mar

Ou as batidas de meu coração?

Não sei ao certo de onde veio essa canção

Embora conheça a única verdade

Que desafia toda a eloqüência da razão


Amo-te, e isso é tudo

O resto é sentimento vão.

domingo, 30 de dezembro de 2007

Aimys

Agora que sabemos
Isso tudo está perdido.
Mas ainda assim,
Yin e yang sempre se completam.
Salvando-nos do todo que nos transforma.

Pare[des]

Eu vou andar pelas paredes
E chorar pelas bordas
Porque ta tudo cinza
E eu não quero parar.


Vou dançar como o vento
E sentir como o sol
Pois a verdade está Fresca
E a mentira estragada.


Eu e você
Disritmia e amor
Sombra de nós
Um par qualquer
Qualquer lugar.


O cérebro doendo e a unha encravada
Isso tudo é um sonho, sei lá.
Estou com medo e fome
Os olhos se fechando
Eu quero gritar e partir
Pra onde


Por que ta assim?
Eu e você
As paredes se fechando...
Sonhos sonhando
As paredes e o sono.



Grite.

Meio-Termo

Seis minutos… de atenção,

Estou aqui, tentando espairecer.

Generais… que me atormentam,

Estou aqui tentando faze-los esquecer



Minha loucura, parece ser

Algo raro… mas não sei…


Doses de fumaça

Cheiro quente de felicidade queimada

Sinto dores, não sei de quê.

Está chovendo lá fora e em mim

O que é louco… pode ser?

Algo sadio, vivo.


Quero beber

De uma outra vida…

Ca[ri]minho

Um caminho;

Cem leis.

O bosque onde costumava nadar.


Gostava de me aprofundar no medo de ser.

Onde os sonhos se contorciam.


Brinquedos pesados olhavam pra mim,

Bem no fundo da minha cama.

Milhares de luzes em meio a escuridão sem fim

Mostraram-me o que a elas não ama.


O monge, o padre,

Os ratos do quintal.


O sonho se quebrou, incolor.


Eu nem vi.

Psiu!

Atenção:

Vamos todos por ali

Dizem que o perigo está por vir.

Está chegando.


Ouçam então

Há dois ali

Um terceiro aqui.

E o outro chegando.

Está chegando.


Se apavorando.

Chorando.

Voando, dançando, chovendo.


Mas atenção:

Todo mundo bem aqui

Vamos começar a rir.

Está chegando!

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Eu fui bom - resposta.

Eu era bom
Tão bom menino...

Aquilo foi mal
Ardência e poesia...

E eu vi o mundo mudar.
É o céu agora...


Vozes assassinas
Vou matar o teu medo...

Chamando-me
Suplicando

Com amor
Adorando

Esse foi um dia bom.
Cada instante...


Querem me levar
É bom...

Embora
Te leve nas asas

Trazer-me um ‘ser’
Eu não tenho que...

Tudo que peço é um por que.
Quero...


Mas isso tudo é o fim.
Tudo o mais começa aqui...



Henrique Santana C. - Carmem Regina

Quê?

Que se faz com aquele ali?

Que se fez disso aqui?

Cadê meu sonho que cultivei?

E o romance que ganhei?


Pra onde foi o mundo todo?

Onde posso achar um tolo?

Por que nada faz sentido?

Onde foi o sorriso de menino?


Como assim ta tudo azul?

Ora, pois, cadê o verde?

E meu coração vermelho,

Tão quebrado feito espelho?

Sinto cócegas

Por que não ris?

Tenho sede, quero um banho,

Por que não choves em mim?


Canto, canto

Só encanto

Por que tudo ta ruim?

Sai tudo errado

Em meio ao pranto

Por que ainda está a fingir?


Ora, bolas, não, não choras

O que fiz eu a ti?

Quer verdade, de esmola

Ou meu velho tamborim?


Entre tapas e desejos

Como posso dar-lhe beijo?

Se o céu está a cair,

Poderá tu ver meu fim?

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

[Des]Percebo

Soube que o mundo está se perdendo.

Nem ligo.

Eu queria mesmo é que ele se encontrasse

Mas não é possível.


Também ouvi dizer que vai chover pedras de sol um dia.

Nem me importo.

Queria mesmo era um tempo menos morno,

Mas não sei não.


Você pode me mostrar o caminho?

Sinto-me um tanto sozinho,

Não que isso seja medo

Só desejo.


Pense bem, assim:

O que há de ruim aqui?

Nada, nada apenas.

Mergulhe em mim.


Oceano sem fim.

Eu fui bom

Eu era bom

Aquilo foi mal

E eu vi o mundo mudar.


Vozes assassinas

Chamando-me

Com amor

Esse foi um dia bom.


Querem me levar

Embora

Trazer-me um ‘ser’

Tudo que peço é um por que.


Mas isso tudo é o fim...

Sonhei

Sonhei

Um mundo verde

Onde fui Rei

Por um segundo

Mas, não

Nenhum súdito ouvia a mim.


Tive o dom

Tentei navegar

Um rio

De puro monóxido de

Algo que não vi


Estou cheio

Desse choro de criança

Dessa falta de fé

E tudo quer silencio

Silencio…


Este foi

Meu testamento

Para o fim

De todo o tempo


Estou querendo um alarme

Estou implorando um aviso

Quero apenas um motivo

Pra partir


Tenha uma idéia grande

Um mundo de verdade só seu


Um aviso, um carma

Chame-me logo

Tudo que quero é partir.

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

Correr, sentir, parar... tocar?

Chove

E o dia implora

Mas um minuto

Em que possa viver


Corre

Meu tempo foge

Como uma lembrança

Que tento apenas olhar

E não ver


Sinto

Como um frágil menino

Todas as cores

Que desejei tocar


Finjo

Como o canto do sino

Que por um momento finito

Meus olhos te devoram

E teu coração pega o meu no ar.

domingo, 23 de dezembro de 2007

Sem titulo

Eu queria poder cantar tudo que eu vi,

Nos olhos melados que olhavam

Aquele mundo sem cor…

As verdades que fugiram de mim…

Todos os amores que eu perdi,

Por temer o futuro.

Tudo que eu não sei,

O nada que isso se tornou

Na parede que eu construí

E que se quebra enquanto danço.

O que eu sei é que não há razão

Para temer o que sei

O que não soube

O que saberei.

Incerto mundo

De torres, temores e fungos.

Eu o amaldiçoarei eternamente

Até que perceba a dor eminente

Em meu peito latejante

Que causaste em minha alma

Como uma lamina fumegante.

Embora, agora

Seja hora de ir embora…





N.A: sei não...

sábado, 22 de dezembro de 2007

Contaram-me a historia de um rapaz.

I.

Ele era belo,

E tinha quem o amasse,

Mas ainda jovem se perdeu,

E nada mais se soube sobre ele.


Agora deitado em meio a essa campina

Ele recorda-se e Poe-se a chorar.

O Céu já não lhe parece tão azul,

E lhe faz sofrer a chuva que Dele emana.


II.


Disse-lhe Um Sábio que morasse

Ao pé da montanha,

E ele o fez,

Beijou-lhe o corpo uma Musa,

E ele se desfez.


Sentiu-se só um dia

E veio-lhe o desejo de voar;

Como um Morcego,

Ou um demônio sem asas,

Contentou-se com a terra e chorou.


Amou intensamente uma Pedra,

Que se mostrou mais forte que ele,

E o envolveu.


Correu o oceano de seus olhos

Um pecado indecifrável,

Fluiu, pelos seus fios dourados

Dourada mão estranha,

e ele estremeceu.


Ao dormir sonhou com o Sábio

E ficou feliz.

Ao acordar lá estava ele ao seu lado

E sorriu.

Era utópico,

Mas estava ali.

Encontrava-se imundo,

Mas era ele.


Esquecera-se da tristeza

E passou a procurar um caminho,

Assustou-se com sua enfadonha candura

E seguiu.

Encontrou, então, Elisa e o mar se fez.

Tomou-a em seus braços

E ela o amou…


Por aquele momento fez-se o ele o ela

E ela a deusa.

Jugaram-lhes um alguém

E os separou.


Ela perdeu-se na morte,

Ele em sua própria liberdade.

Poema da Metade Completa.

A verdade é que se sabe

Que o inteiro de todo mundo

Nesse mundo

É sempre metade.

Verdade...

Eu sempre procurei fazer o meio

Começando pela metade

E assim ser completo.

E por fazer isso, sempre assim

Talvez alguém ache esse poema repetitivo demais

O que deixará com partes iguais

Tirando a sua beleza

Que é a falta de integridade

Em sua naturalidade.

Mas é preciso ser assim

Será bom para você

Espero que não para mim

Isso deixaria o poema inteiro

Como quando deito sobre meu travesseiro

E isso será ruim, em mim.

Olha para mim,

Tudo isso fiz um momento inteiro

Para dizer a um menino espelho

Quão inteiramente importante

Ele é para mim...

Mesmo que para todo mundo isso

Isso seja meio lá, meio assim.

Enfim,

Espero que a outra metade se mostre a mim

Por enquanto,

Espero, nessa metade da história

Para ela não ter fim.

Vigiai, vigiai

Vigiai, pois chego em breve.
Um segundo ou um tempo
Peixes e criaturas tremam.

Tente ser o que não pode
Faça parte do que se esconde.

Este sempre será A.
Aquela Z.
Você seja, seja… o que quiser.
Eu chego logo
Ah sim, bem de repente.

Eu queria poder ajudá-los
Mas não posso não
Estive um tanto de tempo ocupado
Amarrando meus sapatos
Mal-acabados
E acabei por me demorar.
Não posso lhes contar nem cantar, ou ajudar.

Mas venho logo.

Venho, vou e fui.


Você nem vai perceber.




n.a: eu odiei...

Dormi

Dormi…

Tão bem…

Acho que tentei desmaiar…

Sempre havia algo ali

Uma barata, um cigarro

Um estilingue.

Vultos Brancos

Sombras azuis

Puxam o meu pé…

Vultos, lutos…

Puxam meu pé.

O que dizer deste lugar?

Verdades, mentiras em um pleno vôo...

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Jornal

Ar: mando a Verdade embora
E sim, quero de volta minha bola
Em meia-hora,
Se não a criança chora.


Noite: quero a minha Lua inteira
Com sua superfície prata cheia de
Brincadeiras, cadeiras e esteiras.
Tudo feito em um cego mundo
Onde nada um velho dilema moribundo.


Sol: quero sorte, quero água
Quero suco da Mara com jaca
Um beijo quente,
Uma esmola potente;
Este desejo eloqüente
Inocente, dentro da minha mente, mente.


Pessoal, dizem que logo teremos jornal
Uma folha assim, com um mundo sem cor
Que trará alegria, amor, ódio e dor
Fria.


E assim, sem mais
Com meio
E um possível fim
Venham todos paro o mundo
Onde Jaz mim.
Porque o A de manha
Será o X que marcou a morte
Em minha infelicidade sã.

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Decida-se ou demore-se.

E então correu.
Correu como se daquilo sua vida dependesse.
Correu para o futuro esperado ha tempos passados.

O amor não é puro: ele devora.

Sentiu os braços,
O cheiro da pele,
A vontade escondida, por tanto tempo reprimida.

O amor é bonito - quando só rir.

E o que fazer agora?
O pedir agora?

Isso não importa.
O abraço que recebia, era tudo naquela hora.
Embora...

É isso...

É que estou apaixonado...

Isso é otimo!

Não sei...

O que há?


Não sei... é isso...

Ora, nao entendendo...


Eu também não... é isso...

"Isso" o quê?

Eu queria saber...

Como queria? Você está apaixonado, não devia estar feliz?

É, é isso... devia estar feliz.

Não te entendendo... é isso.

Eu te amo, é...

...isso.



Henrique Santana C.



N.A: Não, não me perguntem o que é isso... eu não sei dizer... só sei que não sou eu, ali. É isso...

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Sem Titulo

Simplesmente sinto,
Não observo,
Não percebo,
Não ouço.


Sinto.


Existe uma mentira vergonhosa nos sentidos
E uma verdade admiravel em seus detalhes
Mas eu sempre duvido
E mesmo errando, só sinto...


O que posso fazer se a mim foi reservado apenas a tristeza?
Como agir se quem amo... se quem amo...


Ah, doce desejo!
Sou como um prato quebrado, não me preenchas, por favor.
Estou apenas vagando...
E sentindo como é ser assim...


Esses fantasmas que me atormentam
Estes sonhos que me alimentam
Tua voz... esse timbre... tão quente...


Sinto... sinto... minto.




Henrique Santana C.

Some... well (Samuel, acrostico inumeravel)

Saberás ler estrelas, e

Amarás cada mínimo pedaço de terra.

Mais que isso:

Unir-se-á a ela

Em um inexorável espetáculo, onde o amado e o amante se tornam

Luzes de pura Poesia.


Sentirás a dor ofegante

Ao abrir os olhos e nada ver, mas

Não te assustes:

Conheces bem o teu destino,

Amas tão intensamente quanto o coração de um menino, e

Ouso dizer que nada pode amar tanto assim.


Delicie-se com este desejo

E derrame-se na relva, pelo amanhecer.


Mas é preciso sempre se lembrar:

Onde tudo começa, tudo pode acabar

Uvas e morangos são tão doces quanto um beijo, e

Respostas indesejáveis tão amargas quanto medo.

Ainda assim, não temas: só ame.






Henrique Santana C.

Ariel (Acrostico nº 1)

Aconteceu inconscientemente

Reluziu de forma inerente

Inexorável e imutável.

Envolvente e descontente

Luz, alma, corpo e mente.


Ao poucos a tomou no colo

Leu em seus ouvidos

Estrelas, ninfas e bolhas de vidro.

Xingamentos criados por uma voz, que

Alcançava o divino.

Não, não era de se temer

Deus respondia, olhava e

Reescrevia a historia que dali

Irrefutável e reconditamente

Não conformada em ser apenas contente

Ousava tocar o sol e surgia.


Ganhavam o divino

Alcançavam o voou alto

Navegavam por

Altas e calorosas chamas

Sem medo

Só sentindo

Iam sempre alem...


Milhares de horas, chuvas e beijos surgiram...






Henrique Santana C.

Carmem (Acrostico nº 2)

Corrias, em um rio de

Águas raras, como

Raro diamante...

Mergulhavas em mim

E penetravas o âmago, agressiva e intimamente…

Naquele instante Éramos, e isso era tudo…


Regozijei-me, em silencio

E abracei a mórbida felicidade que emanava em forma de

Gozo e agonia

Inexorável sensação… sentimento de inocente euforia.

Não importa o que dizem, os simples mortais. Importa

A verdade: minha moradia.




Henrique Santana C.

Anderson (Acrostico nº 3)

Alcanço respostas distantes, ao amanhecer.

Navegando pelas mentiras jorradas de um Louco soberano

Desfaço as incertezas que abominam o humano,

Encontrando dilemas inatingíveis,

Ressuscitando Poemas inimagináveis,

Solvendo as delicias do Saber. sempre

Ouso ir mais alem.

Nada tenho a temer, nada tenho a me impedir. Tudo é sempre o mesmo

[passo:


De manha cantar.

E ao anoitecer sorrir.


Canto, porque insisto.

Amei justo o que me faria chorar, e

Não obstante me sinto infeliz, hoje um pouco mais.


Tinha aquelas palavras, aquele mistério, e hoje me pego a contemplar

[a noite abandonado.


Uma utópica chuva de estrelas me chama para dançar, e, com lagrimas

[sobre o rosto, vou.

A Verdade sempre vinha ao meu encontro, e hoje me rendo a essa mentira.

Receio estar morrendo, mas danço.

Irei regurgitar a ultima gota, desse meu amor amarrado à eterna solidão,

Ao ritmo dessa chuva.


Mas viver não é como correr: eu não quero chegar ao fim.


Orquestras e vozes gorjeiam em meus ouvidos, enquanto só

Recolho-me, pois, num canto do meu Jardim:

Amando eterna e eloquentemente

Exigindo de mim mesmo que seja contente.

Sabendo que, ao termino da chuva, não voltarei a te ver sorrir.



Henrique Santana C.

Jannie (acrostico nº 4)

Já não sentia o

Ar, ou se escondia

Naquelas esplendorosas

Nuvens de solidão

Ia sempre em frente, escutando contente

Enquanto ouvia o som de seu coração.


Felicidade constante

Reluziu no horizonte

Agarrada à alegria

Necessitada de euforia

Clamava e destingia

Inenarrável vontade lhe vinha

Água de chuva

Néctar de uva

Nave de magia.

Encontro de noite, tarde, madrugada e dia.


Guerras de fadas

Uivos de lobos

Insensível melancolia

Mar e drama

Algo chama os

Raios de sol, da luz do seu dia

A vontade do homem, o desejo sem nome apenas

Ela tinha.

Sorriso, alma, sonho... poesia.



Henrique Santana C.

Dayanne (Acrostico nº 5)

Doravante a vida se extinguiu…

As verdades desfaleceram

Yin e Yang se tornaram o Ser ou

As pequenas mentiras que se fartam de Poder…

Nada mais respira

Ninguém mais quer saber…

Eis que estamos todos condenados ao Nada Primordial…


Henrique Santana C.