segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Anderson (Acrostico nº 3)

Alcanço respostas distantes, ao amanhecer.

Navegando pelas mentiras jorradas de um Louco soberano

Desfaço as incertezas que abominam o humano,

Encontrando dilemas inatingíveis,

Ressuscitando Poemas inimagináveis,

Solvendo as delicias do Saber. sempre

Ouso ir mais alem.

Nada tenho a temer, nada tenho a me impedir. Tudo é sempre o mesmo

[passo:


De manha cantar.

E ao anoitecer sorrir.


Canto, porque insisto.

Amei justo o que me faria chorar, e

Não obstante me sinto infeliz, hoje um pouco mais.


Tinha aquelas palavras, aquele mistério, e hoje me pego a contemplar

[a noite abandonado.


Uma utópica chuva de estrelas me chama para dançar, e, com lagrimas

[sobre o rosto, vou.

A Verdade sempre vinha ao meu encontro, e hoje me rendo a essa mentira.

Receio estar morrendo, mas danço.

Irei regurgitar a ultima gota, desse meu amor amarrado à eterna solidão,

Ao ritmo dessa chuva.


Mas viver não é como correr: eu não quero chegar ao fim.


Orquestras e vozes gorjeiam em meus ouvidos, enquanto só

Recolho-me, pois, num canto do meu Jardim:

Amando eterna e eloquentemente

Exigindo de mim mesmo que seja contente.

Sabendo que, ao termino da chuva, não voltarei a te ver sorrir.



Henrique Santana C.

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