sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Jornal

Ar: mando a Verdade embora
E sim, quero de volta minha bola
Em meia-hora,
Se não a criança chora.


Noite: quero a minha Lua inteira
Com sua superfície prata cheia de
Brincadeiras, cadeiras e esteiras.
Tudo feito em um cego mundo
Onde nada um velho dilema moribundo.


Sol: quero sorte, quero água
Quero suco da Mara com jaca
Um beijo quente,
Uma esmola potente;
Este desejo eloqüente
Inocente, dentro da minha mente, mente.


Pessoal, dizem que logo teremos jornal
Uma folha assim, com um mundo sem cor
Que trará alegria, amor, ódio e dor
Fria.


E assim, sem mais
Com meio
E um possível fim
Venham todos paro o mundo
Onde Jaz mim.
Porque o A de manha
Será o X que marcou a morte
Em minha infelicidade sã.

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