quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Uma madrugada e meia

Ah, mas sou só eu quem te ama.

Todos os outros amores darão

Por fruto

O abandono, como o esgoto mesclado à lama.

E tu bem sabes como meu desejo

Faz do imenso mar

Pequena onda.


Oras, basta com tudo.

Aprendas tu também a virar as costas

Para o vasto mundo

Escreve em teus sentidos o sentido de ser

E apenas permita-se estar

Pára com essa historia de que amor não há.


O que não há é o dever

O que parece existir é sempre o por que.

E sabemos muito bem

Qual é

O nosso querer.


Desejamos apenas ser.

Eu só desejo você,

E teus olhos sempre me chamam

Para contigo ter.


Esqueça o teu medo

E se prende a mim

Façamos de todo esse desejo

Uma madrugada e meia

De horas sem pressa

Com pura demora

Em nosso amor sem fim.

Um comentário:

  1. Bom dia

    Belas palavras unidas sobre um só sentimento:O amar em seu contexto sincero.

    Quem me dera usar tão bem as regras da poesia convencional como você.
    Meus sinceros desejos de novas idéias de novos sonhos e de uma criatividade sem fim pois um poeta como você não deve adormecer dentro de uma gaveta.

    Atenciosamente
    GSP
    (Estragos pela arte)

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