terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Sem querer ser espelho, mas já sendo

-- Cara, voce tá imitando na cara dura
-- Nao, nem to velho
-- Tá sim, olha esse jogo esquizofrenico e essa ironia retorica e sem sentido
-- Sei lá, isso é vida, entao, normal
-- Bizarro, voce tem q escrever, e só
-- Não, nao tenho velho
-- Ah, quer saber...
-- É: foda-se
-- Isso, foda-se.

domingo, 20 de dezembro de 2009

sábado, 19 de dezembro de 2009

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Sons

Hoje fiz meu primeiro curta-metragem.
Não tem história ou razao de existir. Apenas me deu vontade, entao o fiz.

Mas ninguem vai vê-lo. Eu ainda nao estou preparado pra ouvir coisas como 'que porra é essa?'

rs

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Assim

Eu realmente acho que arriscar na vida é necessario, o problema é o medo.

Oi?

Não tem que fazer sentido - lembra o nome do blog? reflita.


Enfim.

Tava lendo uns poemas antigos, que nem lembrava mais. Alguns amigos gostaram, mas isso nao vem ao caso... talvez sim.

No no no no no, eu adoro coisas aleatorias rs


Preciso te dizer uma coisas, viu?
E, você aí, não sei se dá mais. Acho que vou te ignorar tbm, rs.

RIIIC, terei td do john mayer - inveje.

Bruno, tirando carta \o/


Adeus por hoje.


p.s: nova tag adicionada -q

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Frase nova?

Dormir mais de 15 horas faz um bem danado. Preciso experimentar mais vezes.
O que mata são os sonhos. Você sonha demais nesse periodo.
Sonhei que odiava ela, sonhei que revia uma outra, sonhei que dizia "eu te amo" ao Alguém...

É tudo muito bizarro o0
De qualquer maneira, doesn't matter... Até aquele deja vú - oi lilith - foi divertido, no fim das contas.

Mas, como diria o Kapranos, "i can't stop feeling".

Foi um bom começo, como diria Jonsi...

E, naquele sonho, não havia nada como nós dois, cantariam os Perishers.

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Mas...
O quê?
Pesado...
Fardo!
Por quê?

Leve...
Preso!
Angustia... não!

Diz a verdade -
Não diz não!

quinta-feira, 2 de julho de 2009

V O Z E S

- Tudo começou com uma imagem. Uma abstrata. Era feito de codigos que nao entendia, mas sentia.
- O que você quer dizer?
- Bem, na verdade não sei...
- A mim, tudo começou com um dialogo.
- Palavras! Eram elas a imagem!
- Sempre são.
- Mas o que isso quer dizer?
- A história se repete, e você sabe disso.
- Todo aquele mar vai renascer?
- Não, sempre surge um maior, mais profundo... extenso.
- Tem um fantasma que me persegue...
- A primeira imagem.
- Creio ser.
- Você pensa demais.
- Eu devia falar menos.
- Devia apenas falar.
- Humm
- São apenas sete letras.
- O número da perfeiçao me corroi.
- Por isso ele é perfeito.
- Entao, tudo vai começar com um dialogo...
- Sim, uma imagem.

terça-feira, 30 de junho de 2009

A sensação voltou...

E é isso que dá medo...
_________________________

Segunda Pele

Há algo lá fora,
Algo que desejo ter...
Sonhos, contos, historias
E um misterio que não posso ver.

Anos não se passaram,
Mas eu cheguei aqui.
Os meus olhos contemplaram
A pele que eu nunca senti.

O luar, nuvens, estrelas
Eram belezas suaves... explosão.
Oh, Céus, me deixa tocar aquela pele,
Que quer me tirar a razão!

(Não veio respostas,
Tranquei-me aqui,
Lá fora o vento
Traz um pesar sem fim).

domingo, 28 de junho de 2009

Hey You,

Veels geluk met jou verjaarsdag!

Herzlichen Glückwunsch zum Geburtstag!

Zorionak!

Bon aniversari!

Sretan Rodendan!

Tillykke med fodselsdagen!

Feliz Cumpleaños!

Joyeux Anniversaire!

Ledicia no teu cumpreanos!

Yom Huledet Same`ach!

Een Gelukkige Vejaardag!

Happy Birthday!

Til hamingju med afmaelisdaginn!

Felice Anniversario!

Slamet Ulang Taunmoe!

Sveikinu su gimtadeieniu!

Kia huritau ki a koe!

Janma dhin ko subha kamana!

Feliz Aniversario!

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Ideias soltas

Não sei. Tá chovendo o dia todo.
Bizarro, né? Eu e o dia amanhecemos cinza.

Foda-se.

"Cansei da nossa fuga", é isso que o Marcelo Camelo tá cantando enquanto escrevo.
Cansei mesmo.


Mas pelo menos o curso tecnico acabou - isso é bom? sei lá.


"O amor já disvendou nosso lugar, e agora está de bem".


As vezes eu odeio essas 4 letras.


-- Tanto clichê.... será?

quarta-feira, 24 de junho de 2009

CARALHO, MEU!

Finalmente um post cult etc - legal.

Pelo menos os meus amicos sabem fazer um blog decente. ahsuahsuahsauhsas





cliqueaqui ou ali do lado.

Esquizofrenia

- Você realmente pensa assim?
- Veja bem, não há muito o que pensar...
- E o que será, quando chegar o fim?
- Veja bem, eu não quero imaginar.

- Mas acontece que agora estou perdido.
Por um lado me sinto raro,
Pelo outro ferido.
- O importante é ser, meu caro.

ii

- Eu não entendo...
- São os olhos dele.
- Ou o sorriso.
- Ou o jogar dos cabelos.
- Eles nao o fazem.
- Talvez só eu o tenha feito.

iii

- diz a verdade.
- a verdade é ausente...
- diz da mentira!
- a mentira é presente.
- e o quê é o agora?
- o incandescente.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Reflexos 02 [Convite]

O que vai acontecer a seguir
É diferente

Todo esse desejo em ir
É vontade ausente.

A espera, no agora
É a foto que se desintegra.

A loucura aqui fora
É a angustia que me espera.

ii

Ninguem entende mesmo
A poesia hoje ficou superficial.
Você, ele, todos nós
Vão olhar pra luz
E ver sombras.

Vão tocar o meu medo
E viver minha sombra.

iii

Ego deligo te
ad aeternum.

Ou pelo menos, até a proxima queda.

iv

Platonico? Não!
Insano.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Forçar a barra is easy rs

hoje eu vou fazer de conta
que o bruno eu já peguei
que o ariel nao é cabeçudo
que o ricardo não é gay
que a lilith ouve de tudo
que a talita não é homi
que o renan odeia o zé
que a polly se joga no jonny
que o callegari é um filé
que o méqui é anarquista
e o melão anti-comunista

que a anna nao é ruiva
que o jivago não é emo - só pirralho
e que no fim da semana
eu vou ter um... baralho?


/q


P.S: se o seu nome nao veio nesse, é porque tá no "melhor" hehee, bjs

terça-feira, 2 de junho de 2009

Shut your eyes

Porque, as vezes, a beleza é interna.
Esqueça o rótulo.


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Auto-retrato

este poema
fala do nada

não há rimas
não deve existir um verso em métrica

é sobre a fome
e o abandono
mostrado no interior das minhas namoradas

é o desenho de pestes
e pragas
nada aqui se mostra completo

um espelho
uma faca
e um pedaço de pano
envelhecido com o passar constante do tempo

este poema deve ser
uma fonte de lamento

sexta-feira, 29 de maio de 2009

The time, the place

Quem se encontrou,
ficou distante.

Daquele A,
tirei o O.

Da noite fria,
o ar entediante.

(figuras belas
figuras densas
imagens invertidas
paisagens tensas)


Esse é o tipo de poema que nao vai acabar nunca, eu sempre recomeço ele, de uma forma ou de outra.

Bla bla bla entediante. Vou ali pegar minha mascara.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

AIQUEMERDA MEO

Primeiro fico sem internete em casa, no dia seguinte - hoje - chego atrasado na escola, depois o meu queridissimo professor de redação lê a minha (ali embaixo) para a sala toda e agora estou aqui, no curso tecnico, sem poder ouvir musica, fazendo uma tarefa noob, com um proxy de merda.

EUFICOPUTO MEO.

Espero que a noite seja melhor. u.u

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Cautério


Toda vez que passo por esta porta, sinto como se o mundo desabasse mais uma vez sobre meus ombros. Já se passaram três meses, mas não me acostumei. A sensação de derrota, vergonha, medo, fraqueza… ela sempre volta e cada vez mais forte.
— Bom dia, meu caro.
São sempre essas as palavras, que a atendente joga sobre mim enquanto tenta disfarçar seu olhar de pena. A idéia de ser alvo da piedade alheia sempre me incomodou, é estranho pensar que hoje sou prisioneiro dela. Pego o pacote de pílulas e saio, esboçando um sorriso. Ela é a única aqui que sabe o que carrego no meu sangue, ou, pelo menos, imaginar isso me deixa menos tenso.
Antes de sair, noto o pôster preso à parede. Como os milhares de outros com os quais já havia me deparado em meus ínfimos vinte e dois anos de vida, traz o desenho de uma fita vermelha, levemente enlaçada, e os dizeres óbvios: previna-se, use camisinha.
É sempre assim. Qualquer coisa relacionada à AIDS me traz de volta as lembranças daquela noite. Foi a mais estúpida da minha vida, a única que eu tenho certeza que jamais vou esquecer. Sempre fui prevenido. Nunca sai de casa sem uma camisinha no bolso, mas justo aquela noite... a única em que eu devia estar preparado, aquela pela qual eu mais esperei, desejei e pedi a todos os deuses possíveis, a toda e qualquer mitologia que louvasse o amor puro, a tudo aquilo que me sustentava interiormente… justo aquela noite, eu fiquei cego.
Ainda me lembro que ele usava uma calça que havíamos comprado juntos, dois dias antes, quando começamos a namorar. Éramos amigos há pouco tempo, e logo nos apaixonamos. Foi a primeira vez que amei genuinamente. Em verdade, foi a única vez que amei alguém, até hoje.
Sim, eu já possuía motivos suficientes para ser olhado por todas as pessoas que me cercavam como uma aberração. Eu sou gay.
Lembro de como minha mãe se desesperou quando lhe contei, dois anos antes. Ela se trancou no quarto chorando e orando ao seu deus, enquanto meu pai pegava a Bíblia para me falar palavras que também já conhecia:
— Filho, a palavra de deus nos deixa claro, que homossexualismo é uma abominação, uma heresia que o homem herdou do diabo, por ter se entregue ao pecado.
E então ele me contou a historia de Sodoma e Gomorra, antes de partir para a descrição de seu plano de cura.
— Vamos orar filho. Deus com certeza vai expulsar de você esse demônio que está tentando se apossar de sua alma. Tenhamos fé, pois ele cairá por terra!
Eu já esperava por algo assim, já que minha família sempre fora muito religiosa. Mas nunca imaginei que fosse doer tanto. Ele não me ouvia, mas eu ouvia o sofrimento dos dois. Os soluços de minha mãe ecoavam pela casa, um som doloroso e dilacerante. Cortavam-me bem lentamente. Doeu tanto, que eu mal consegui chorar. As lagrimas congelaram, eu estava congelando.
Meus pais realmente me viam como um endemoninhado, e nada que eu fizesse faria com que os dois mudassem de idéia. Eu assistia em silêncio as orações dos dois, nos meses que se seguiram, assim como era obrigado suportar aos olhares do meu pai, que criara o habito de exclamar “Ah, meu Deus!”, ao passar por mim. Eu não entendia, mas precisava suportar. Assim como eles não me entendiam, e nunca iriam tentar me entender.
— Mãe, eu não estou possuído!
— Pedro Henrique, cale-se! O Diabo quer falar por você, não se entregue meu filho!
Foi o ápice. Entre o dia que os contei e minha saída de casa, passou-se sete meses. Sete sofridos meses. Fui morar com meu irmão mais velho, que não me via como um monstro, e ficara viúvo há pouco tempo. Sua mulher morrera de câncer, aos vinte e nove anos de idade.
Nesses dias, nos quais eu lutava contra a depressão, procurava alivio nas noitadas. Não tinha amigos até então, pelos menos não íntimos, apenas colegas de fim de semana e trabalho. Em uma dessas noitadas, conheci o Paulo. Mantínhamos contato, mas nada alem disso. Ainda assim, logo eu me vi sonhando e desesperadamente apaixonado por ele.
Foi por isso que, naquela noite, eu ignorei todas as minhas regras. Ele confessou me amar também, me pediu em namoro, e eu aceitei. Dois dias depois, tivemos nossa primeira transa. Em minha ilusão de amor, esqueci que estava indo pra cama com um estranho, e me rendi. Sem camisinha.
Ora, eu sempre me prevenira, não havia porque me preocupar dessa vez. Eu confiava nele.
Confiava. Até que, pouco tempo depois, ele me ligou dizendo que precisava conversar. Contou-me a verdade. Não sabia que era soro positivo, no dia em que fizemos amor pela primeira vez, mas fez o exame, pois estava receoso quanto a uma festinha que havia ido dias antes, e da qual não se lembrava de ter usado preservativos.
Meu mundo caiu, quando ele disse que estava infectado. Não demorou muito para eu saber que também estava agora.
Depois disso, eu não o procurei mais. A decepção é a AIDS do amor. Matou o que eu sentia por ele rapidamente, assim como matou os dos meus pais por mim:
— Você merece isso! Merece, por ter se rendido ao pecado! Essa é sua cruz!
Ao meu lado, só ficou meu irmão. Cuida de mim agora. Um irmão gay, aidético e em depressão profunda. Foi isso que me tornei para ele.
Eu só não entendi ainda, porque continuo vivendo. Quando pegar o taxi que me espera ali fora, vou tentar encontrar uma resposta para isso.
Pelo menos mais uma vez.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Contando

Antes de postar o meu conto, uma pergunta: aparencia importa tanto assim?

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Sobre insetos, lâmpadas e homens.


Sentados na varanda, sobre o olhar de um luar cinzenta e obsoleto, eles conversavam:
— Mas no fim, estes insetos — disse o primeiro, apontando para um pequeno grupo de mosquitos que voavam em volta da lâmpada que os iluminava —, são a maior representação da cobiça que existe.
— Como? — disse o segundo — O que tem de tão especial em insetos? Eles não me parecem tão significantes assim.
— Olhe para a lâmpada, ou melhor, olhe para o centro dela, o pequeno fio luminoso.
O outro olhou.
— O que você vê?
— Nada além de luz.
Silêncio. O Primeiro, em um movimento leve, levantou-se, ficando em pé, sobre a cadeira. Sem saber o porquê daquilo, e ao mesmo tempo achando graça no gesto de seu parceiro filosofo, o Segundo o acompanhou. Ambos ficaram quietos, observando a ampola de vidro e seus insetos. O espetáculo bizarro, daquelas pequenas criaturas tentando, incansavelmente, penetrar a transparente barreira que os separava da fonte de calor era banal, mas fazia o Primeiro se emocionar de uma forma estranha. Seus olhos brilhavam, e não era apenas o brilho da luz refletindo neles: era uma espécie de compaixão, um dó desvairado por aqueles ignorantes seres.
Impaciente, o outro demonstrou seu incomodo:
— Já se passou um tempinho, eu não sei o que estamos fazendo, e isso tá me deixando desconfortável.
— Ah, desculpe. Você não vê nada alem de luz, não é? — disse o outro, coçando a cabeça, como alguém que acaba de acordar de um sonho.
— Além de insetos, sim, só a lâmpada e sua luz. E essa conversa já está ficando redundante.
— É, verdade, talvez piore... Eu vou te explicar.
Sentaram-se. Uma brisa suave os tomou e, olhando para o chão, viram alguns insetos mortos.
— O que estes insetos mais querem é tocar aquele fio de luz, que emana do centro da lâmpada. Aquela ampola, ela é, aparentemente, o único obstáculo entre a Fonte e os insetos, e, em sua ignorância, eles não enxergam qual o erro disso tudo.
— O fato de eles serem ínfimos demais para superarem ela e chegar à Fonte?
— Isso mesmo. Nunca irão chegar a Fonte. A ampola que a protege não pode ser quebrada.
— Mas eles têm a percepção de que existe uma barreira, algo que os impeça de chegar até lá. Por que, então, continuam tentando?
— É o calor. A energia que o centro da lâmpada emana é algo inexplicavelmente agradável para eles. Uma vez que percebem isso, pode observar — disse o Primeiro, olhando para a lâmpada —, não param de tentar alcançar a origem dessa energia.
— É… mas, veja — disse o segundo, apontando para os pequenos corpos no chão — eles morrem com essa busca.
— Eles morrem porque não percebem o obvio.
— Como?
— Já pegou em uma lâmpada, depois de algumas horas acesa? Ela fica insuportavelmente quente. Imagine: se em mim, um ser superior a esses insetos, essa lâmpada causaria dor, se eu tocasse nela, o que aconteceria com eles?
— Entendi: eles não percebem que a ampola é mortífera, porque estão cegos em sua busca pela energia primordial. Como são meros insetos, chegará o momento em que seus corpos não resistirão mais, então eles morrerão. A Energia que eles tanto buscam, no fim, é a própria morte.
— Não, ela não é a morte. A vontade de querer gozar plenamente dela, em sua essência sim. É isso que os mata.
— Você me deixou confuso.
— Essa ampola é intransponível, por dois motivos óbvios: ela não pode ser quebrada por eles, além de estar sendo aquecida pela origem da Luz, o que a torna mortífera. É essa combinação que os mata. Eles não percebem que a Fonte não pode ser tocada, que não podem ter o todo, e por isso morrem. Por serem, como eu já disse, cegos.
Mais uma pausa silenciosa. Os dois estavam pensando, conversando consigo. Grilos cantavam, e uma nuvem escondeu a lua. Então, o Segundo falou:
— Já sei por que, então, eles são a imagem da cobiça.
— Não fica claro, agora?
Leves risos.
— Eles poderiam viver muito bem, com a pequena fração de calor que podem ter. Pra quê tocar a luz, se podem gozar dela aqui fora? Eu só consigo pensar em uma resposta: tocar a fonte é o apogeu da vida desses insetos; ali tudo se completa, tudo faz sentido. Respostas os encontram, mistérios se solucionam, novidades os domam. A vida se completa, literalmente, enquanto o equilíbrio entre todas as coisas é formado. É como ganhar uma vida nova, um corpo perfeito, e alma que suporta o calor. O ápice do darwinismo — concluiu o Primeiro.
— Sim, e é uma pena que algo tão banal, como uma cegueira voluntaria, os impeça.
— É uma pena saber que, lá no fundo, eu e você somos exatamente iguais a esses insetos.
— Realmente. Mas há esperança?
— Sim, ou não. Eu não vou viver o suficiente para ver a conclusão desse mistério.
Silêncio.

domingo, 24 de maio de 2009

Happy new friend?

Fiz um amigo novo. Semana passada.
Meu unico medo, é não saber se ele pensa o mesmo.

Anyway, ele é foda! ^^

---
Agora, de hora em hora
Milhares de pontos, de histórias.
Indo adiante, o que hei de encontrar?
Cultivando essa historia,
Custo a pensar.

Ilusão ou loucura, o que será?


Thanks, meeBo.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

The controler

Well,
Here we are.

Like a spell
These webs start to put us together
And in this dream
There's nothing better

So sweetly
And so heavy
- Am i crazy? -
I guess you're the controler
of my head.

Well,
Here we are
And there the feeling shine
Inside.
- The controler of heads
is the lover of my mind

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Foto Grafia

Ao ver aquela foto,
O nosso limbo,
O nosso foco,
Eu brincava:

"Fotografastes o porvir".

Mas foi o inicio de um pesadelo concreto.
O chegar
De um desejar platonico e singelo
E a figura se apagou.

E conforme o tempo passa,
Em minha mente
Aquela imagem não embaça...

Aquela foto do futuro que nunca chegou.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Fita de Video

São coisas do acaso
E é assim que eles cantam "goodbye"
Enquanto o mundo gira gira gira gira gira gira...

E agora?
A gente vai correr
Ou se jogar em um poço sem fim?

De qualquer maneira
Nao importa mais o destino
Porque eu sei,
Dentre tudo que vi,
Que nao haverá outro dia
Como aquele
Em que juntos
Cantamos
Vivi.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Somniu

Hoje eu tenho pensado
Tenho vivido em um passado
Que jamais foi presente

E no silencio inalcançado,
De um olhar desejado
Sinto a vontade, vontade ausente

"Era um lugar barulhento,
E, no sonho, teu abraço o meu relento
E o meu desejo era o nosso".

Enquanto chovia
Pequenos prazeres, eu ouvia
E minha mente flutuava...

E, no travesseiro, eu sorria
Esquecia tudo, enquanto dormia
Era ali que eu navegava...

"Quando te olhei, eu senti
Voce me tocou, eu sorri
Entao o pesadelo se completou"

Mas no fim do meu mundo
Onde caio, moribundo
Só vislumbro, longe, tua alegria...

Não há nada nesse mundo,
Que realize o mais profundo,
Desejo de sermos só.

Já que na decadencia,
Não há ciencia
Caminho ou magia.

Há o nada.

sábado, 31 de janeiro de 2009

Reprocessando

- Ferias: no fim
- Amigoss: alguns se foram
- Familia: a crise nos pegoU
- Meu inferno particular: crescendo
- Polivalente: vai começar o terceiro, vai terminar um dos melhores periodos da minha vida
- Poemas não postados: muitos
- Por que to feliz? Vou ver radiohead, kraftwerk e los hermanos no mesmo dia.

No fim das contas,
Todo mar,
Toda onda,
É só a esperança
De me afogar.

Só nao sei em quê.