terça-feira, 30 de agosto de 2011

Eu te amo

perdi as mãos
os dedos
as unhas

e até os pés

Interrogando

De que importa as mensagens
E as canções indiretas, se estou mudo e indecifrável.

De que vale não ter teus ciúmes,
Se em plena luz meu escuro é um laço.

E qual o sentido de um vento,
Que não dança nem balbucia.

Se na noite,
Não sou tua alegria.

De que vale chorar,
Meu cantar não falado.

Todas essas mentiras que enxergo
E suscito ao acaso.

Não houve luz lá fora
E não há paz aqui dentro.

Por que pensar em afago,
Se é dessa fonte o tormento.

E agora não descanso meu recalque.
Posso ser o nada, e não o lamento.

Se na mente e na poesia,
Não no peito, ou nos braços,
Te tenho, o meu alento.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Porque se parar pra pensar e sentir sem querer você já era.

Hora de agora
Depois enrola
Puxa
Enxuga
E desafoga.

Foge do sentido do sentido do sentido do senti-
falha na configuração.

Hora de agora
De ir embora
De rima sem escola
Afoga
Molha
E empurra

Sentido sem sentido
Pouca Luxúria.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

L.a.R.S.

Essa chuva...
Essa chuva de fora
Essa chuva aqui dentro...

Essa sede...
Esse eco no peito...
Essa vontade de chuva...

Essa água
Essa demora
Essa magoa...

Esse plural que não existe
Esse desejo que persiste...

Esse tudo que é nada
Essa infantilidade
Essa tua frustração em minha fala

Esse candelabro apagado
Esse modelo enferrujado

Essa falta de sentido
Esse não ter
Essa coisa de amigo...


Eu não sei...
- Eu sei.
Sabe como?
- Não sei.
Apenas sei.
Tanta
Tanta
Tanta poesia pra nada.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Não me "ame"
Não me toque

Please, não me amole

Da me tus besos
Da me tu cuello
Y tu Amore insólito

Let me sing you
Let me be you
Let it be

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Oh, darling

Si, mi amore

Olha las nuvens

Bailando alrededor del silêncio

E fazendo nada


Podiam ser nosso padrinho

Las nuvens de musica

Dançando em silêncio

Branco e traiçoeiro

Nadie


Acredite em mim, mi amore

Vamos chorar juntos

Los besos e los besos

Llorando


Porque assim as coisas são

E não há chão

Déjame decirte

Hablar


Oh, darling... las nuvens.

Deixa-me te amar.