segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Direi ao amor o silêncio


Darei ao amor o silêncio
E o calarei antes que posso esbravejar

Dirão de mim
“Ao covarde lamento” e nada mais.

Então estarei infeliz.
Por ter dito sim ao amor.

Um dia, talvez, o amor se canse e fuja de mim
E a voz do meu duplo também se cale.

E o amor dirá
“Ao covarde, eu perdoo” e nada mais.

Então estarei ainda mais infeliz.
Por não chorar o amor.

E um dia, talvez, você e o amor se voltem a mim
Nascerá então o sorriso.

E o silêncio dirá tudo
“Aos dois covardes, o caos e a paz”.

Então estarei feliz
Por podermos falar de nosso amor.

Um comentário:

  1. Muito bom. Eu sempre admiro quem sabe falar de amor sem parecer piegas. Muito bonito esse poema Henrique, parabéns.

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