segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Hollow II

Acordar e ficar deitado
E não sentir o sono voltar
Os pés tremem o recente passado
As mãos se apertam em abraço
E a mente insiste em falar.

Há um vazio repentino
Um buraco no meio do peito
Uma corda no pescoço
E um desejo gritante por afago
Não beijoss

Que diabos direis ao sol, se sair?
Melhor ficar na lama
Deitado na cama
Evitando o sentir.

Que porra direi se encaro
O duplo desse escuro que escarro
Se no fundo do abismo
Há uma luz que me chama?

Ai deus, se tu existe
Reconheço minha hipocrisia triste
Mas pelo menos finge que me ama

Eu preciso de uma ideia confusa
Pra apagar essa outra chama.

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