segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Ensaio sobre a Feiura:


Se eu fosse o cara da esquina
Que te olha de lado
Aponta para o quarto
E te faz gozar sem motivo

Ou se fosse o desespero alcóolico
Que leva boca de uma sombra
Ao teu grito bucólico

Se pelo menos eu fosse o estranho
O desprezo não seria profano
E poderia seguir em paz.

Putz,
Se pelo menos tivesse algum agrado
Algo mais útil que um amor desesperado...

Quem sabe um olhar brilhante,
Um falar radiante,
Um sorriso bonito.

Talvez não ensaiasse sobre coisas como o tempo.


Um comentário:

  1. Coisas como o tempo são essenciais ao falar de amor, da vida. O tempo passa por cima de todas as qualidades e desejos, das vontades.
    Ao renegá-lo você também renega outras ações da vida, assim o gozar sem motivo se fundamenta.
    Agrado, falar radiante, tudo isso é substituível quando há amor, mesmo por um segundo, se for real oi imaginário põe-se tudo isso de canto, inerte na estante.

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