sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Pesadelo

E esse vislumbrar
do seu eu-sonhando:

De lado
As mãos próximas,
braços colados,
e a calmaria no rosto.

Pálpebras fechadas,
mas olhar atento.
Me faz rir esse sorriso leve
Que só sente-se como o vento.

E as pernas que as vezes se movem
E a respiração que as vezes se enaltece.

Esse vislumbrar
Do teu sono
Essa cara de anjo, que no fundo é demônio
É o sagrado momento.

Esse vislumbrar do sono
É o vislumbrar fragmentado
do lamento.

E de sonho em sonho
A gente acorda assustado.

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