segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
hoje, sábado
E se assim se manifesta
De quem importa o dilema, boba?
Os vultos
Resquício de um sábado passado
Se são só aquelas duas figuras
Fingindo nada, enamorado...
De que importa o poema, tola?
Se é no fechar
Os olhos semi-abertos
Para ficar no escuro
Como no escuro daquele espaço com fumaça e luz e gritos e nada
Só para se sentir em pedaços
Involuntário
De que importa o sonho, idiota?
Nem os teus versos
Alma
Refletem mais nada
Só erva daninha,
Nem os gestos,
Alma
Ecoam mais nada
Só desespero em ventania.
Continua chorando no silêncio do quarto
Como um feto
Sem abraço
Nem nada.
Contempla todo hora
Todo fracasso
De um sábado frustrado
Alma-coisa,
Alma-tola,
Alma-minha...
Que será de nós agora
Se não é mais nada no dia?
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