quinta-feira, 8 de março de 2012

Eu queria falar outra coisa, mas não quero mais, então é isso.

O meu problema é o papel.

Tolerar uma fotografia é fácil, fácil, fácil demais. Fica ali no monitor do seu computador, e tá todo mundo alegre.
E
ai as sensações reaparecem no corpo e o sorriso se esboça e de vez em quando a nostalgia aparece e ai tudo mais e
É isso.

Escrever no virtual é fácil também.
Porque não há toque nas palavras.
Então se vai teclando e digitando e os símbolos aparecem ali e formata e
joga aqui
joga pra la
pra cá
e continua brincando
                                       até achar uma forma
                                                                                                e é isso
                                                                                                                                    e então
o fim.

Mas eu experimentei deixar esse rosto impresso em papel. Merda isso aí. Porque a lembrança sai da cabeça, deixa de ser visual no monitor e se torna nostalgia palpável e ai a saudade e a alegria e as vezes a dor
E o choro.

Pega-se o papel amassado, pega a caneta e rabisca-se tudo e não dá pra brincar.

É aquilo e pronto, sem ponto

E tudo fica palpável. Menos o rosto na foto.

E ai você rasga tudo e acabou.

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