sábado, 24 de março de 2012

Feliz aniversário

Foi a primeira vez. Talvez um pano que começou velho há muito anos atrás nos meus primeiros quase vinte e um nos de vida, ou um tilt de aspectos mais recentes e indecifráveis. Eu não sei. Mas foi a primeira vez que olhei para mim e percebi meu Nemesis. E doeu saber que, lá no fundo, eu estava mentindo a mim mesmo o tempo todo como se esse tempo todo tivesse sido algum tipo de verdade. Fracassei em muitos dos aspectos possíveis. E fiz sem querer.

É que eu fiquei viciado em coisas que se sucederam e só em mim criaram raízes de importância. Foi como uma droga de alto risco: experimente uma vez e seu organismo é tomado. E então, passa-se a agir de forma imbecil. 
Confundem-se as coisas, sabe? Na ânsia por mais daquilo você age feito um patife e não percebe: rouba, destrói e se for preciso mata só para satisfazer sua fome. Uma fome por algo que nunca existiu, logo, não pode ser suprida.

E em meio a tudo isso, nasce um monstro em pele de vítima, e ele é você. E isto passa a torturar tudo e todos, e principalmente, arrancar os pedaços do se tem por fornecedor como se a culpa por sua droga não existir fosse dele. Mas ela nunca existiu, e ele não tem culpa e é isso. É quando você a merda toda e alguém te acorda. Você acorda.

Mas não há nada agora... talvez eu tenha matado, é por isso que entendo o que tanto foi me dito sobre estar vazio, ser vazio e viver vazio. Logo chega meu aniversário. Tô torcendo para que o Henrique cresça dessa vez.

Eu tenho esperado que GH cresça há quase 21 anos. Ontem foi a primeira vez.


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