segunda-feira, 16 de abril de 2012

Bunkhouse Theme


Enquanto caminhava sozinho, assim de lado, por ai, esses corredores abertos em um recorte da Itaipu, fiquei pensando em madeira e tudo mais. Não sei dizer, apenas me peguei pensando e de repente o Dylan tocou para mim, assim, de lado, como quem não quer nada. Mas não sei dizer mesmo qual o porquê dessas coisas.

- O que vai querer?
- Um Del Valle de maracujá.

Depois eu estava sentado no quiosque, cercado por pouca gente que não se nota e então não existe. Ficar triste por muito tempo é uma qualidade humana que ninguém compreende. E generalizo mesmo porque não gosto de generalizar. Isso me deixa triste. Mas não sei dizer mesmo qual o sentido nessas coisas.
O vento soprou hoje cedo no meu rosto, mas não sorri.
Eu não gosto de sorrir.
Tudo porque as vezes eu acho que me encaixo, no resto do tempo não.
E de vez em quando sonho com aquela crônica que não sei da minha cabeça e não tenho coragem de pôr em papel ou no virtual. Dá medo o conhecer-se. Um daqueles momentos bem peculiares em que se tem consciência do eu falando de si.
O vento soprou agora de novo.
Ouvia Bunkhouse theme.

Queria destruir todo e qualquer espelho no mundo. Reflexo é pior que o vento no meu rosto.


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