domingo, 17 de junho de 2012

2006

eu não
eu não existo mais
eu só fico aqui no escuro ouvindo as vozes
eu só fico aqui a tarde ouvindo os risos diformes
eu não
eu nao existo mais aqui dentro
eu sou parte desse passado enterrado
eu sou só uma porçao pequena de ar no vento
que passou
e passou
e não existe mais
e escrevo bebado
cobiçando um cigarro
bebendo saudade abortada
sendo o mais feio de teus amigos
sendo o fracasso omitido
a falta de carisma que em te transborda
o idealizador que condena o não realizado
eu abro os braços e escondo o atalho
por não saber o que sentir
porque não existo mais aqui dentro
e não sei o que há aí dentro
e não sei mais o que sou eu, ou tu, ou sentir
e eu te amo tanto e tanto e tanto
que me mata
só imaginar
esse desespero.

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