segunda-feira, 30 de julho de 2012

Aaaaaaahhhhhhh

um poema a-
sim
meio sem por-
que
eu vou
gritando
e rodando
e esculpindo
e dizendo
e calando
e dizem en-
fim
há um fim
de recomeço
sossegado
e falando
e falando
e falando
e falando
e falando
de nós em nós dois
pensando nessas histórias
que me aquecem
sonham
e enaltecem
terminando antes mesmo
de começar

domingo, 29 de julho de 2012

vem

e agora
cade sono
cade sol
vento
ar
um abraço e tua companhia
nesse dia
cinza com fome
sem alegria

sábado, 28 de julho de 2012

e ai eu disse tchau
e também disse tchau
e dissemos até logo

paraiso


na musica que diz eu
e no céu cinza
e no sol que se esconde atras do muro
e coexxiste com certos sons
pra abraçar

e de equilibrio entre nuvens
onde sol se esconde de novo
e o azul é cinza
e as arvores e as folhas e o vento e os pássaros e os insetos voando
se perdem no tempo
e o tempo se perde infinito
ali
aqui
lá dentro
e assim

Foi naquele dia com o Eduardo e a varanda e a calma e só

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Nylon Smile

Escrevendo um poema
Pra te lembrar, Golias
Que vai tudo bem
E o todo vai mal,
E que não tem nada demais em não ter nada.
Porque algo demais é ser demais.
Não o verbo, mas o substantivo.
O Ser demais.
E então, ok, Henrique
Continua indo assim
Que continuo dormindo aqui,
No fim do sonho a gente se encontra e não tem nada nisso também.
E como vai ficar a bagunça lá dentro eu penso depois
E a gente se vê por ai.
Tá tudo bem.
Tá.
Tá bom.


quarta-feira, 25 de julho de 2012

segunda-feira, 23 de julho de 2012

É castanho

Nuvens de castanho
e os cabelos castanhos
e olhos de escuro castanho
e barba de castanho negro
mãos que falam em castanho
e corpo que chama o meu castanho
chama com o castanho da minha voz
e com o castanho do meu corpo castanho
e os olhares se encontram castanhos
por mínimos segundos castanhos
e chove na ponta do cigarro
faíscas castanhas
e o silêncio castanho claro,
é de mel,
de sol que  bate no castanho branco
e sangra meu castanho no negro
e acordo para ouvir isso aqui:

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Hollow IV

Não vai ter bicicleta pra pedalar
Nem bola pra tu chutar
Ou água fria pra beber

Às vezes vai ter choro
Às vezes vai ter riso
Ou talvez não

Ta,
Tá ok.
Vai embora.

Eu diria que sem tu aqui não tem ninguém
E nem chama pra aquecer
Mas ok.

Ah, mas cada duas letras iguais..
Ah, eu sei o código.
Mas não sei dizer.

Ou você é direto
Ou junta o objeto
E só.

Mas no último verso, eu quebro as regras, me disfarço sem mascara, e fico em nó.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Mugen

Eu gosto de banalizar palavras e soar clichê. Mesmo isso sendo mentira.
Não me faz bem.
Não precisa fazer.
Eu faço. E não sei o que dizer.

Se mostrou demais e aí que reside o perigo. Qualquer coisa rimada agora, é fisgado por um estranho ou um amigo. E ai vem o medo de ser romântico. De ser poeta. De ser in verso ao avesso. Que fazer.

Quero é te fazer.
Não na cama
Não na chuva
Não na fazenda.

Nisso ai que chamam de alma.

Mas como eu gosto de piegas e clichê, I'll try it in a English way.
Porque a pior saudade é essa de quando se tem por perto mas não se tem.

Ai eu fico sozinho aqui, baby
e você continua socando minhas noites solitárias sem saber.

Preciso terminar um livro e começar outro e preciso de café.

Tchau.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Eu vou bem, obrigado.

Ah, 
Mas
se eu te falasse
Sobre todas essas coisas
Essas doses solitárias de gin
Esse cigarro que não apaga
Se eu te contasse sobre essas dores no peito
Essas coisas que a gente enrola, abraça, chora 
Só para querer correr, parar, olhar e falar a verdade:
Falar disso: e daquilo: e do que passou e se foi - da saudade.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Why? Because FUCK YOU that's why

Uma amizade interrompida é exatamente o que nome sugere: um tudo em nada aos pedaços.
Sem motivo
Sem querer
Sem próposito nem porquê

Não é uma merda: é o incomôdo de aturar a fragilidade do outros e ter pena.
Pena para bater as asas e voar,
Olhando os outros no chão.

Uma amizade quebrada é exatamente o que não deveria ser: não é e faz de conta que nunca foi.

domingo, 1 de julho de 2012

Máscaras de Guy Fawkes


Não tô andando
Nem parado
Só ouvindo
Caminhando
Mãos no bolso,
Assustado,

De ladinho vou passando

E te vejo
Lá de longe
Sem calar -
Ninguém discute

Tô por perto,
Observando,

De sombra em sombra aumenta o passo.

Mascarado,
Indagando,
Resposta ninguém tem.

Mas tô esperto
Tô de boa
Aponta arma
E te abraço

Não cego,
Só de óculos,
Me engana
E te enlaço.

E assim sendo
Assim seremos
E tudo mais.