terça-feira, 28 de agosto de 2012


Fazia tempo, muito tempo, tempo de mais, uma eternidade, bem grande, e bem distante, parecida com o ontem, ou amanhã, que Golias não me deixava o retratar.

Hoje ele deixou.

Depois de o ver parado, sozinho, em meio a multidão, olhando para mim, caolho e sem máscara - eu não o via sem máscaras há tanto tempo quanto. Aí ele sorriu, e eu passei o dia angustiado com medo dele ir embora - eu pensei que ele fosse embora depois de ontem, Adriano, te comentei, mas ai não sei.

Hoje ele voltou.

Até perguntou de NiNi. Como a primeira vez que vi o nome de NiNi foi em uma parede branca, com tinta verde, falando de primavera, ele achou que NiNi era um limão. Ai veio querer saber. Ai eu tentei explicar. E ele me falou qualquer coisa sobre existência. Disse que o "estar" é realmente melhor que o ter e ser, como eu falei ontem, Adriano, e já comentei contigo, William, mas disse que eu nem ele sabia porra nenhuma sobre isso.

Hoje ele chorou.

Aí o Adriano, Alejando, me falou algo sobre Ana, que o fez acordar e lembrar de NiNi. Ele me disse que tem gente por aí que acha rídiculo eu ficar falando dele, porque eu faço ele parecer um personagem, e é isso que ele quer ser. Mesmo não sendo. Mas ainda acha que NiNi é um Limão. Não limão. Ai me disse que Limão é doce e azedo, e que não quer conhecer NiNi, não agora, só depois. Depois de um amanhã. Ai eu perguntei por que. Ai ele me disse que se ele for Limão também, eu posso chupar limão e ai chupar a existência dele quando ficar sozinho, se ele for embora um dia. Porque se ele é Limão, ele é limão.

Hoje ele explicou.

Limão é azedo e doce. Saudade é azeda e doce. Ai eu não entendi, mas é isso.

Golias tá feliz hoje e manda abraços a quem tem me ajudado a ficar feliz também.

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