quarta-feira, 28 de agosto de 2013

[[Insônia entre Colchetes]]





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Eu não te amo, só quero que você perceba que, na verdade, a memória é tristeza. Fui navegando na malícia do teu medo e [você] me fez de lobo em pele de cordeiro só pra te ver chorar.


  1. Agora grita, diz que não me ama, que só quero tua cama e teu lábio melado - de que?
  2. Agora chama, começa todo o drama, morde minha perna, minhas patas, minha lama - te quero meu amor....

[[a verdade é que eu nunca soube ao certo, o que de certo se fez dessa nossa loucura interminável, em busca de uma cura pra uma doença que você criou e eu, as vezes, me pergunto, sem detalhes, sem escrúpulos, se valeu a pena todo o texto mentiroso, que saiu da tua língua para minha língua, em um rio de hipocrisias, que se camuflaram e que me escondia, no desejo morto de viver ao teu lado]].

Chora o meu amor.

   3.  Agora clama, em silencio que me ama, que foi tudo um erro, teu desejo banhado na cana.

- Então me diga: de quem foi a armadilha? Se no show dessa lorota tua prosa é que declama?
- Se me odeia...
- Diz ao mundo tudo que receia!
- Fala pra ele-
-Que eu te fiz?
- Fala pra ele-
- Que foi que eu te fiz? Chora de agonia, tu não merece um chinelo rasgado pisado na lama.

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