terça-feira, 17 de setembro de 2013

Ao Rei.

um dia desses
te olhei chocado:
o meu sangue azulado nos teus dedos
o teu riso de demônio acanhado

olhei em volta
vi desespero em forma de espelho
fiquei asfixiado

aos poucos o corpo se acostumou com o medo
e teus dedos molhado tocaram os próprios lábios

a carne destruída no peito
a carnificina do teu ego inflamado

os livros jamais desenhariam, percebo
como a destruição, tua sombra,
me atraiu para o teu lado

para nada.



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